domingo, 23 de maio de 2010

RECOMEÇO


RE – COM – ECO

Fazendo a minha própria etimologia dessa palavra:
Re – de novo, novamente
Fazer, sentir, pensar, viver, agir novamente;
Alguns desses verbos posso conjugar no futuro
da mesma forma como fiz no passado;
Outros preciso modificar, (re)significar...

Com – companhia
Com coragem, força, sobriedade, sensatez, equilíbrio...
São esses os companheiros que quero comigo.

Eco – reverberação
Toda ação produz uma reação, não é mesmo?
Pensar no que virá,
Naquilo que eu produzo com minhas próprias ações...
O que ecoa em meu peito,
O que ecoa em minha vida...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010


Às vezes sinto meus olhos se umedecerem...
Será que chove por eles?
É um líquido salgado,
Que vem acompanhado
de um aperto no peito
e uma torcida no estômago
Parece que esses órgãos
estão sendo espremidos
Para deles brotar
essa água salgada
Que lava meu rosto
e onde, por muitas vezes,
me afogo completamente...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

EU HOJE


Sinto-me assim, como se partes de mim estivessem sendo
levadas, carregadas, extirpadas... Sinto como se o ferro e
brasa estivessem em contato com minha pele, provocando
gemidos de dor que escapam pelas minhas cordas vocais já
deterioradas pelos gritos de súplicas que ninguém ouve...
Sinto-me incompleta, impotente e imaginavelmente instável...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Equilíbrio



Equilíbrio...
Como encontrá-lo? Onde buscá-lo?
O que ele é?
O que desejamos, o que pretendemos, o que fazemos, o que somos...
Às vezes mais, às vezes menos, do lado de lá, do lado de cá...
Como estar no meio? Mas...Isso é possível?
Quem sabe estar
no entre...
no nem...
no lugar do nenhum...
Não sei onde chegar, talvez consiga entender por onde ir...
Afinal, nossa existência é repleta de meios, não de fins...

sábado, 25 de julho de 2009

Paixão!


Paixão!
É como se bolhinhas de sabão tivessem entrado pela minha pele e se instalado no meu corpo, deixando-me leve e fazendo-me flutuar...
É como se andasse em cima de um colchão de água: uma sensação tão gostosa, que às vezes me desequilibra com tamanha fluidez...
É aquela sensação de preenchimento, de plenitude quando estou ao seu lado...
E é o vazio devastador que sua ausência me traz...

sábado, 11 de julho de 2009

Encontro...


Água...
Pingo e poça...
Encontro...
Ele chega até ela e a toca...
Ela recebe esse toque e
“de repente, não mais que de repente”
Eles tornam-se um só...
E, juntos, abrigam em seus corpos um ecossistema inteiro...
Vidas!
E, juntos, refletem aquilo que o mundo lhes mostra...

terça-feira, 2 de junho de 2009

A floresta dentro de mim...


Caminhos escuros e tortuosos, cheios de névoa e lama...
Pássaros sobrevoam minha cabeça...
Parece que eles procuram carne viva para saciar-lhes a fome
Ouço gritos vindos do fundo da floresta...
Parecem pessoas sendo devoradas vivas por animais selvagens...
Olho à frente e vejo corpos em decomposição...
Vejo vermes saírem de seus órgãos, expostos e corroídos...
Olho dentro de mim e sinto que não é isso que quero, apesar de ser isso que sinto no momento...