quinta-feira, 24 de junho de 2010


Faz de Conta
(Fagner)

Nem sempre andei assim
Nem sempre fui tristeza
Às vezes andei com os pés no chão
Às vezes fui certeza
Nem sempre quis ser só
Nem sempre quis ser seu
As vezes quis evitar sem dor a hora do adeus
Mas faz de conta que ainda há tempo
que a noite é eterna
Mas faz de conta que o tarde é cedo
o agora não espera
Faz de conta
faz de conta
faz de conta...

Quero acreditar em faz de conta...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Já não posso mais...


Sentado à Beira do Caminho
Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Eu não posso mais ficar aqui
A esperar!
Que um dia de repente
Você volte para mim...
Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim...
Meu olhar se perde na poeira
Dessa estrada triste
Onde a tristeza
E a saudade de você
Ainda existe...
Esse sol que queima
No meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto
O seu olhar
Que eu trago na lembrança...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...
Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto...
Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...
Carros, caminhões, poeira
Estrada, tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente...
Só você não vê que eu
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira
Por você Sentado à beira do caminho...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Indico a versão do IRA!

sábado, 12 de junho de 2010

Há coisas...


Há coisas que pensamos nunca ouvir... e ouvimos!
Há tantas coisas que queremos dizer... e calamos!
Há coisas que nunca planejamos fazer... e fazemos!
Há pessoas que nem sonhamos (re)encontrar... e (re)encontramos!
Há outras que desejamos amar... mas não conseguimos!
E outras que desejamos esquecer, mas estão grudadas demais em nossa alma!

domingo, 23 de maio de 2010

RECOMEÇO


RE – COM – ECO

Fazendo a minha própria etimologia dessa palavra:
Re – de novo, novamente
Fazer, sentir, pensar, viver, agir novamente;
Alguns desses verbos posso conjugar no futuro
da mesma forma como fiz no passado;
Outros preciso modificar, (re)significar...

Com – companhia
Com coragem, força, sobriedade, sensatez, equilíbrio...
São esses os companheiros que quero comigo.

Eco – reverberação
Toda ação produz uma reação, não é mesmo?
Pensar no que virá,
Naquilo que eu produzo com minhas próprias ações...
O que ecoa em meu peito,
O que ecoa em minha vida...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010


Às vezes sinto meus olhos se umedecerem...
Será que chove por eles?
É um líquido salgado,
Que vem acompanhado
de um aperto no peito
e uma torcida no estômago
Parece que esses órgãos
estão sendo espremidos
Para deles brotar
essa água salgada
Que lava meu rosto
e onde, por muitas vezes,
me afogo completamente...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

EU HOJE


Sinto-me assim, como se partes de mim estivessem sendo
levadas, carregadas, extirpadas... Sinto como se o ferro e
brasa estivessem em contato com minha pele, provocando
gemidos de dor que escapam pelas minhas cordas vocais já
deterioradas pelos gritos de súplicas que ninguém ouve...
Sinto-me incompleta, impotente e imaginavelmente instável...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Equilíbrio



Equilíbrio...
Como encontrá-lo? Onde buscá-lo?
O que ele é?
O que desejamos, o que pretendemos, o que fazemos, o que somos...
Às vezes mais, às vezes menos, do lado de lá, do lado de cá...
Como estar no meio? Mas...Isso é possível?
Quem sabe estar
no entre...
no nem...
no lugar do nenhum...
Não sei onde chegar, talvez consiga entender por onde ir...
Afinal, nossa existência é repleta de meios, não de fins...